Pude compreender os amores, os amigos e as decepções. Parei de desejar que minha vida fosse tão diferente e comecei a ver que eu poderia ser mais gentil a que estar certo... Desisti dos grandes planos, faço o que acho ser bom e vivo o presente que é pra eu perceber a vida acontecendo... A minha mente não me atormenta nem me decepciona, por isso posso continuar sonhando na noite e vivendo o dia intensamente sem ter que escolher meu destino... Vivo com a esperança que tenho, aproveito ao máximo o dia de hoje com a doideira inspirada em qualquer fantasia sem muita seriedade, mas que eu possa sentir sempre as emoções dos acontecimentos... Em meus dias de luta ainda não transformei perdas em recompensas, mas, minha certeza é como a lucidez de um maluco, como a lição do professor que um dia vencerei pelo menos uma batalha na guerra fria como se não houvesse perdas nem arranhões... Desisti das coisas que me deixavam pra baixo e comecei a me livrar das coisas que não pude tornar saudável... Parei de acreditar que o que eu tinha pra falar tivesse tanta importância ou alguém tão especial que fosse capaz de me ouvir, me entender, com isso, tornou minhas noites mais tranquilas e minhas manhãs renovadas... Deixei de ser vulnerável e susceptível a elogios e deixo a natureza dos acontecimentos a cuidar, transformar e determinar o ciclo de cada coisa... Há uma avenida em meu passado, por onde passam minhas saudades, foi a passos loucos que andei por ela, foram dias de glórias que pra algum lugar voam... Os rastos de minhas saudades podem estar numa esquina qualquer da avenida... Trago na minha bagagem as origens de um instinto matreiro pra poder sobreviver aqui sem determinar o tempo... Em meu modo simples acredito sempre na prudência e na percepção com improviso sem ser muito disciplinado... Minha espera vale o quanto vale a minha busca e dura o quanto eu determinar...
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